Não quero casar nem duas ou três vezes. Basta uma vez, desde que inteira. Se assim não for, não faço caso de conceber núpcias. Irei insistir apenas em uma só relação. É mais vital: um domingo calmo e devagar. O juanismo diário que busca um sorriso multifacetado no corpo que se improvisa em várias vestes. Sou clássico convicto a ponto de declamar o amor como o mais discreto dentre as forças mais potentes do mundo. E tão comum que me perco no anonimato de um cliclê-de-sobrenome-amor, no gueto alternativo. Bobo e infantil, me convenço de que não sou tão forte assim. Não tenho nenhuma tatuagem. Que encontre forças para lutar sob um estado de loucura. É mesmo irracional - concordo, meu amigo. Estou calmo, à mercê de um encontro estável. Sem as previsões do horóscopo e as narrativas das minhas aventuras de outrora, aquieto-me em pleno domingo. Isso já está virando repetição. Acho que já havia escrito tudo isto há uns anos na minha memória... Isso mesmo! E eu tinha dezesseis anos.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
está atrasado Artur!
atrasado!
acho que precisamos ruminar nossos textos por algum tempo antes de coloca-los em seu devido lugar...
:*
Postar um comentário