domingo, 7 de outubro de 2007
Encontro Estável
Cangaceiro jamais: bandeirante sim - e por paixão. Desbravar, aventurar-se seguro, andar sem medo de temer, colocar os pés em território alheio, perceber um clima outro, novos pastos, paisagens novas, procurar o diferente como um meio de sobrevivência. Fundar cidades, ou, então, simples povoados, em que a privacidade se faz lei. Preservar a água limpa de beber do rio perto do acampamento. Deixar os animais descansando na sombra do juazeiro. Conjugar a saudade como um verbo inevitável. Alguém espera. Ainda há muito trabalho - melhor ir com calma, com a paciência de quem sobe a serra. À noite, há festa, e dança até quem, pela manhã, carregou peso, desengonçado. Os pés que fincaram passos, como quem demarca o próprio território, exibem contornos de um movimento coletivo dentro do corpo. A impressão não é a de quem caminha sem sair do lugar. Parece que se busca a beleza de um mundo visto pelo espelho. É hora de dormir. Amanhã haverá nova rotina. A terra morena guia o novo destino, e o murmulhar das árvores funcionam como uma trilha sonora silenciosa do momento que antecede o antes do amanhecer.
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2 comentários:
o poeta completo com musa e tudo desbravando os quatorze mares e marés da terra do Nunca Mais.
:~
o que se comenta ao ler que "consjugar o verbo saudade é inevitavel" ?
tinha uma coisa pra te mostrar, segredo, e ia te mostrar quarta, mas vc nao foi..
:~
:*
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